sexta-feira, 20 de abril de 2012

adrianismos


Eu me invento, e reinvento. Eu me digo, e contradigo.

Sou essa. Essa daí. Essa daqui. Essa eu.

E não me entendo. Não. Nunca entendi. Acho que a graça da vida é tentar se entender, tentar se encontrar. Não em algum lugar, nem em alguém, nem em algo. Mas em si. Encontrar em mim.

Tá, eu sou cheia de defeitos. Basta olhar no espelho. Basta olhar para dentro. Mas tenho qualidades também, que posso ver quando procuro nestes mesmos lugares.

Sou de tudo um pouco. Um yin-yang personificado. Parte boa, parte ruim.

Cansei de tentar saber de mim por detalhes. Sou feliz por ser assim, por estar aqui, eu comigo.Pois enfim, não sou nenhuma combinação de coisas exatas, explicáveis, tangíveis, visíveis. Sou uma pessoa como qualquer outra: carne, osso, coração.

 E isso encerra parte da minha guerra.

O que vou escrever na próxima página?