| Imagem meramente ilustratuva... ahahaha |
Não adianta negar. Todo ano eu espero pelo bendito dia 13/09. Não é por algum anseio em particular... Talvez apenas pelas boas lembranças que tenho desta data, de anos passados. Encher bexigas, fazer brigadeiros, decorar as paredes, esperar os amigos da escola, ver aqueles primos que você não via há tempos... brincar, todos descalços no quintal, até cansar.
Hoje, aniversário não significa mais isso pra mim. Mas nem é de se esperar, aos 22 anos, certo? Enfim, agora as expectativas são outras... Usei meu dia de aniversário para fazer algumas reflexões acerca da minha vida. Ainda não terminei de refletir, mas admito que isto seja algo bastante complexo, apesar de saudável.
Apesar dos pesares, das confusões e conflitos internos, brigas comigo mesma, caminhos que não sei quais seguir, dúvidas, dramas, vontades e conclusões que eu ainda não cheguei (nossa!), refleti que estou muito feliz. Sinto que estou cercada de pessoas que realmente se importam comigo, e que eu também quero muito bem. Nenhum caminho é fácil, eu sei... Talvez essa seja a graça, a emoção. Às vezes a gente precisa de um melodrama mexicano pra abalar nossas estruturas, mexer com nosso comodismo, nos fazer pensar.
Neste novo ano, não vou estipular metas tangíveis. Vou apenas focar em ser feliz. Em viver. Em ser quem eu sou livre de qualquer amarra, ódio, limitação, preconceito, medo. Ou pelo menos tentar tudo isso, planejando aí uma melhoriazinha contínua de tudo, pra funcionar melhor, pra viver melhor, pra me agradar mais. Não que hoje as coisas deixem de me agradar, mas tudo pode ser sempre melhor, sempre positivo, sempre ascendente.
Se doer, a gente cuida. Se cair, a gente levanta. Se não der certo, a gente corrige. Se errar, a gente tenta de novo. Se der medo, a gente arrisca mesmo assim. Eu peco muito no meu pensar, no meu próprio mecanismo de me fazer calar diante das coisas. Neste ano, a partir deste momento, autenticidade será minha ferramenta para buscar ser cada vez mais feliz.
Que se dane o que vão pensar, dizer, achar. Dessa vez eu vou fazer. E fazer o que eu quiser.
Porque quanto mais a gente pensa que amadurece, mais a gente descobre que é criança, e tem muito que aprender. Então se me perguntarem de novo como eu me sinto agora mais velha, vou responder “Me sinto, assim, criança...”.
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